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Escola bilíngue para surdos :: 80 anos Educando com bondade e firmeza... |
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Ampliação do léxico da libras na área educacional Neiva
de Aquino Albres No
país há um movimento de organização de educação bilíngüe para pessoas
surdas, e para que esta se efetive se faz necessário uma reestruturação
na escola, onde o sujeito surdo seja educado em sua primeira língua,
assim a língua cresce, pois precisa ampliar seu léxico para atender
aos novos conceitos que os mesmos tomam consciência no processo de escolarização.
"Todas
as funções psíquicas superiores são processos mediados, e os signos
constituem o meio básico para dominá-las e dirigi-las. O signo mediador
é incorporado à sua estrutura como parte indispensável, na verdade a
parte central do processo como um todo. Na formação de conceitos, esse
signo é a PALAVRA, que em princípio tem papel de meio na formação de
um conceito e, posteriormente, torna-se o seu símbolo." (p. 70) "As restrições na formação de sinais, derivadas do sistema de percepção visual e da capacidade de produção manual, restringem a complexidade dos sinais para que eles sejam mais facilmente produzidos e percebidos. O resultado disso é uma maior previsibilidade na formação de sinais e um sistema com complexidade controlada." (QUADROS E KARNOPP, 2004, p. 79) Essa orientação é de suma importância para não se criar sinais com movimentos esdrúxulos e de difícil execução, já que a tendência das línguas é a economia lingüística a redução para a agilidade na compreensão do receptor. A Língua Brasileira de Sinais nos dá várias possibilidades de criação de novas unidades lexicais a partir de formas já existentes, repetindo ou mudando o movimento na estrutura segmental da forma-base, enquanto mantém as outras unidades - locação, configuração e orientação de mãos - inalteradas. (QUADROS E KARNOPP, 2004, p. 1001) Cumpre-nos, por fim, expressar nossos agradecimentos à FENEIS e a todos os colegas surdos que colaboraram e se dispuseram em contribuir com a construção desses sinais, principalmente a Regiane Agrela (Associação de surdos de SP), Cristiano koyama (professor da DERDIC) e Moryse Saruta (subcoordenadora do CELES/FENEIS/SP e Professora do IST).
Referências
BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática da língua de Sinais.
Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995. Voltar para página anterior
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Tecnologias potencializando
a educação de surdos
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