Quem Somos

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O Instituto Santa Teresinha fundado em abril de 1929, na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, pelas Irmãs da Congregação de Nossa Senhora do Calvário. Teve como pioneiras duas religiosas francesas: Madre Luiza dos Anjos e Irmã Maria São João e duas brasileiras: Irmã Suzana Maria e Irmã Madalena da Cruz. Em 18/03/1933, transferiu-se para São Paulo, funcionando inicialmente em prédios alugados. A partir de 1939, instalou-se em prédio próprio num terreno doado pelo médico otorrinolaringologista Dr. Otoni Rezende Barbosa, interessado pela educação dos surdos. Não existia até então nenhuma escola particular para surdos em São Paulo. Relendo os anais da Entidade nota-se que as alunas vinham de diferentes regiões do país.

 

Inicialmente a escola funcionou em regime de internato. O prédio foi construído em etapas graças a subvenções dos poderes públicos, donativos de benfeitores, promoções e eventos diversos. A audácia das fundadoras e a fé inabalável desse pequeno grupo de educadoras permitiu que o estabelecimento se desenvolvesse rapidamente e se tornasse conhecido e respeitado pelas pessoas que o visitavam admirando o trabalho e a dedicação das religiosas.

Pela influência da educação francesa até a década de 1990, o IST, adotou o método oral na educação dos surdos. Nas salas de aula eram instalados equipamentos destinados à reeducação auditiva. Todos os esforços se dirigiam para que a criança surda desenvolvesse a comunicação oral, a leitura labial aliada ao grande incentivo para o uso do aparelho auditivo. Nessa época o IST fez parte da aplicação do Método SUVAG, no qual se enfatizava a função auditiva e a comunicação oral do educando surdo.

Na década posterior a comunidade surda consegue desenvolver uma luta em prol do reconhecimento de uma língua que os identifica socialmente. Com os avanços conquistados a Língua Brasileira de Sinais ganhou status possibilitando ampliar sua aceitação em toda a dimensão social.

Dentro da perspectiva da educação de surdos o Instituto tem se organizado conforme a filosofia bilíngue, e tem como objetivo principal o desenvolvimento cognitivo-linguístico, tendo acesso às duas línguas: a língua de sinais e o Português escrito.